Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

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Publicada em 30/08/19 às 02:19h
NOTA DE REPÚDIO DA ABRAÇO CATARINENSE E AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS DO BRASIL
As Rádios Comunitárias do Sul do Brasil repudiam as declarações do Diretor da ACAERT o Srº Ranieri Bertoli.

ABRAÇO CATARINENSE


ABRAÇO BRASIL  (Foto: ABRAÇO BRASIL )

ASSOCIAÇÃO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (ABRAÇO CATARINENSE)

 

 As Rádios Comunitárias do Sul do Brasil repudiam as declarações do Diretor da ACAERT o Srº Ranieri Bertoli.

 As emissoras de Rádios Comunitárias foram surpreendidas com a manifestação do Srº, Marcello Corrêa Petrelli, Presidente da ACAERT, em encontro que contou com a Participação da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná – AERP; da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão – AGERT; Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT; Associação dos Diários do Interior – ADI/SC; e da Associação dos Jornais do Interior – ADJORI. Estas entidades formam o G-SUL, grupo que detém o monopólio da comunicação no Sul do País, e juntas representam em torno de 875 emissoras de rádio, 46 emissoras de TVs, e 420 jornais impressos, e mesmo assim se intitulam Mídia Regional.

Estas associações participaram do “Momento Brasil, Café da Manhã com o Presidente”, e estiveram com o Presidente de Republica, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (22/08), às 8h, em Brasília.

Na ocasião, o Diretor e representante da ACAERT, o Srº Ranieri Bertoli, em seu discurso ao se dirigir ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, e de uma forma irresponsável, denegriu a imagem do povo Catarinense e do Sul do Brasil, e de forma covarde e preconceituosa, com discurso de ódio, atacou também o povo Nordestino. Também, em tom leviano, agrediu os meios de comunicação de menor potencial, em especial as emissoras de Rádios Comunitárias, ao rotular de clandestinas e ilegais, mostrando total desconhecimento da LEI FEDERAL Nº 9.612, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. As Rádios Comunitárias são regulamentadas pela Lei supracitada, e fiscalizadas pelo Ministério das Comunicações e pela Anatel.

Vejamos as falas espúrias do Diretor:

1. Mente por que; as emissoras de Rádio Comunitária são fiscalizadas, e, sim, também pagam tributos, taxas anuais de fiscalização e funcionamento, alvará municipal e recolhem os devidos impostos municipais, sem falar no fomento econômico nas comunidades onde elas estão inseridas.

Hoje existe aproximadamente 4.700 emissoras de Rádios Comunitárias outorgadas espalhadas por todo Brasil, e na média conta com até sete colaboradores por emissora, gerando diretamente 30 mil postos de trabalho.

2. Mente por que; não somos concorrentes, aliás as Rádios Comunitárias são entidades sem fins lucrativos, e ao contrário das rádios comerciais, muitas Rádios Comunitárias estão em localidades que nem as comercias tem interesse em se instalar, pois não tem o “potencial econômico” desejáveis para eles, já que as rádios comerciais, sempre vislumbraram o lucro e o interesse próprio em primeiro lugar, e por isto pecam na vocação maior, que é o da informação e entretenimento para as pessoas, as Comunitárias pelo contrário são uma ferramenta de livre manifestação popular.

3. Mente porque; em Santa Catarina, o estado com 295 Municípios, tinha até meados dos anos de 1990 pouco mais de 80 emissoras de Rádios Comerciais, e hoje em 2019, são em torno 271 Emissoras mostrando um aumento significativos destas emissoras.

4. Mente por que; não foram aliados ao então candidato na época e hoje Presidente Jair Messias Bolsonaro, esse grupo que hora procurou o Presidente, capitaneados pela Acaert e Abert grupo poderoso de Rádios e TVs, que detém o monopólio das comunicações, e que trabalharam de forma orquestrada e maciçamente contra a sua candidatura, e tentaram até os últimos suspiros emplacar outro nome para ser o Presidente da República. Bem diferente da postura das Rádios Comunitárias que foram em sua maioria absoluta isonômicas, e Santa Catarina é a maior prova desta isonomia, onde as Rádios Comunitárias agiram de forma totalmente imparcial passando pelo processo eleitoral com programação aberta a todas as correntes ideológicas e dentro da lei.

Radios Comunitárias do Interior sim!

As Rádios Comunitárias em sua maioria, têm uma jornada de 24 horas no AR, e traz em sua grade um jornalismo local com editorial próprio e com uma programação no geral que vem ao encontro das comunidades aproximando as pessoas; e isto sim, é a prova de que quem faz comunicação de interior somos nós das Comunitárias, e não estas associações que agora querem aproveitar a nova “forma de governar”, que o atual governo vem demostrando e tentando quebrar o monopólio das grandes mídias.

As rádios comunitárias não se furtam de colocar no AR as suas obrigações como as transmissões da Voz do Brasil e os pronunciamentos oficiais, e também em âmbito estadual das Assembleias Estaduais, do Executivo Estadual, e claro o local, abrindo espaço as Câmara de Vereadores, e as administrações Municipais, divulgando os eventos, os trabalhos e as campanhas.

Em nossa grade de programação, somos parceiros de todos os programas sociais, Escolas, APAEs, Rede Femininas de Combate ao Câncer, Corpo de Bombeiros Militar, a PM, Sociedade Civil, Poder Judiciário, Ministério Público, enfim a comunidade em geral.

O Brasil e o povo brasileiro não toleram mais comportamento nefasto e radical, como o proferido por esse representante de um segmento que consideramos essencial para a democracia em nosso País, mas não somos culpados pelas incompetências ou ingerências de qualquer segmento da comunicação, acreditamos que podemos conviver em perfeita harmonia e sintonia, ajudando no desenvolvimento do Brasil.

A grande fatia do dinheiro Público sempre banhou os cofres das grandes redes de comunicação e, por isso, gerou comodismo destas empresas. O advento desta nova realidade vem fazendo este seguimento ter atitudes como estas, que chega a ser covarde com as Comunitárias.

Nosso potencial, (Rádios Comunitárias) é limitado, e sobrevivemos apenas com contribuições da comunidade ou com os apoios culturais, e somos nós que desbravamos e levamos a comunicação aos locais mais remotos e ermos deste imenso Brasil, contribuindo com os micros e pequenos negócios, e gerando economia e movimento o comércio as administrações nestas localidades.

A quebra do monopólio das comunicações é o maior marco a ser conquistado pela Sociedade Brasileira como um todo, e acreditamos em nosso Presidente da República para uma saída harmónica e que atenda de forma pacífica os interesses da coletividade sem tirar as conquistas dos direitos do Povo Brasileiro.

Precisamos avançar sempre, e não retroceder!

Abraço Catarinense (Associação de Rádios Comunitárias do Estado de Santa Catarina)

Abraço Rio Grande do Sul (Associação Gaúcha de Radiodifusão Comunitária)

Abraço Brasil (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária)




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